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Em
caminho,
encontrámos
o
imperador,
que
vinha
da
Escola
de
Medicina.
O
omnibus
em
que
iamos
parou,
como
todos
os
vehiculos;
os
passageiros
desceram
á
rua
e
tiraram
o
chapeu,
até
que
o
coche
imperial
passasse.
Quanto
tornei
ao
meu
logar,
trazia
uma
ideia
fantastica,
a
ideia
de
ir
ter
com
o
imperador,
contar-lhe
tudo
e
pedir-lhe
a
intervenção.
Não
confiaria.
esta
ideia
a
Capitú.
"Sua
Majestade
pedindo,
mamãe
cede,"
pensei
commigo.
Vi
então
o
imperador
escutando-me,
reflectindo
e
acabando
por
dizer
que
sim,
que
iria
falar
a
minha
mãe;
eu
beijava-lhe
a
mão,
com
lagrimas.
E
logo
me
achei
cm
casa,
á
espera,
até
que
ouvi
os
batedores
e
o
piquete
de
cavallaria;
é
o
imperador!
é
o
imperador!
toda
a
gente
chegava
ás
janellas
para
vel-o
passar,
mas
não
passava,
o
coche
parava
á
nossa
porta,
o
imperador
apeava-se
e
entrava.
Grande
alvoroço
na
visinhança:
"O
imperador
entrou
em
casa
de
D.
Gloria!
Que
será?
Que
não
será?
"A
nossa
familia
saía
a
recebel-o;
minha
mãe
era
a
primeira
que
lhe
beijava
a
mão.
Então
o
imperador,
todo
risonho,
sem
entrar
na
sala
ou
entrando,-não
me
lembra
bem,
os
sonhos
são
muita
vez
confusos,-pedia
a
minha
mãe
que
me
não
fizesse
padre,-e
ella,
lisongeada
e
obediente,
promettia
que
não.
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